Na estante, livros que nunca vai ler
No jardim, flores que nunca vai regar
Na gaveta, cartas que nunca vai abrir
No coração, amores que nunca vão vingar
Na coleção, CDs que nunca vai ouvir
No celular, áudios que nunca vai escutar
Na vontade, viagens que nunca vai fazer
No pensamento, sonhos que nunca vão se realizar
No interior, o coração que nunca vai consertar
No coração, a ferida que não vai cicatrizar
Na alma, a tristeza que não vai passar
No retrato, a família para a qual nunca deu valor
Nas poesias, palavras que nunca conheceram o amor
Ele é, sobretudo, um coleciona(dor).
7 de julho de 2016
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