6 de setembro de 2016

Feito à Mão (06.09.16)

Há dentro de mim
Um lugar cativo teu,
Que te abraça e quer
Que tu sejas sempre meu.

Depois de várias noites de balada,
Nosso amor floresceu.
Quem diria que foi através da bebida
Que nosso amor alcoolteceu.

Naquela noite, tu eras a esperança em forma de dança,
A felicidade que espantava a solidão,
A fé que não desistiu nunca,
E a mais bela poesia feita a mão.

Briguei com meu coração.
- Ora, apaixonou-se novamente?
Mas o culpado realmente era eu,
Por deixá-lo solto, livremente.

Logo que nossos lábios se encostaram,
Percebi como era frio o teu beijo,
Pois foi o único capaz
De saciar o fogo do meu desejo.

Quando me senti insaciável,
Soei um pouco patético:
Convidei-lhe para irmos à minha casa
Para fazermos um "amor poético".

Você me olhou safadamente
E resoou um breve "veremos",
Depois puxou-me pelo braço em direção ao carro,
E ali mesmo fodemos.

Em tempos de "desapegar"
Onde festas só servem para dizer "fui lá e peguei",
Eu te achei em meio à multidão,
E amei.

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